CRISE EM 1929:
A Crise de 1929, também conhecida como
Grande Depressão deve ser entendida no contexto da Primeira Guerra Mundial
(1914-1918), que se mostrou especialmente trágica às nações europeias. Mesmo
nos países vitoriosos, como Inglaterra e França, as consequências do conflito
foram calamitosas, notadamente em relação às estruturas econômicas. Indústrias
paralisadas, campos queimados, estradas destruídas foram apenas alguns dos
inúmeros problemas enfrentados por estes mercados, fragilizando acentuadamente
sua capacidade produtiva.
No Brasil, país de economia essencialmente
agroexportadora, os desdobramentos da crise afetaram profundamente as
exportações de gêneros primários. As vendas do café, nosso principal produto à
época, atingiram os piores índices após décadas, fato cujas consequências
interferiram negativamente no funcionamento da Política do Café-com-Leite -
divisão do poder entre o Partido Republicano Paulista e o Partido Republicano
Mineiro, produtores de café e leite respectivamente. Foi justamente nesse
momento de abalo das estruturas político-econômicas brasileiras que Getúlio
Vargas liderou a Revolução de 30 e assumiu a presidência do país, destituindo o
paulista Washington Luís do cargo. Fonte: http://educacao.globo.com/historia/assunto/mundo-em-tempos-de-guerra/crise-de-1929.html
Efeitos no Brasil
A crise de 1929 afetou também o Brasil. Os Estados Unidos eram o
maior comprador do café brasileiro. Com a
crise, a importação deste produto diminuiu muito e os preços do café brasileiro
caíram. Para que não houvesse uma desvalorização excessiva, o governo
brasileiro comprou e queimou toneladas de café. Desta forma, diminuiu a oferta,
conseguindo manter o preço do principal produto brasileiro da época. Por outro
lado, este fato trouxe algo positivo para a economia brasileira. Com a
crise do café, muitos cafeicultores começaram a investir no setor industrial,
alavancando a indústria brasileira. Fonte: http://www.suapesquisa.com/pesquisa/crise_1929.htm
CRISE EM 1973:
Milagre Econômico Brasileiro
O que foi, resumo, aspectos positivos e negativos, o fim do
milagre, economia na Ditatura Militar (governo Médici) "Milagre
econômico" gerou campanhas publicitárias governamentais ufanistas. O que
foi o período da História do Brasil entre os anos de 1969 e 1973 foi marcado
por forte crescimento da economia. Nesta época o Brasil era uma Ditadura
Militar, governado pelo general Médici. O termo “milagre” está relacionado com
este rápido e excepcional crescimento econômico pelo qual passou o Brasil neste
período. Este crescimento foi alavancado pelo PAEG (Programa de Ação Econômica
do Governo) implantado em 1964, durante o governo de Castelo Branco.
Principais características
deste período:
Aspectos positivos:
- Crescimento do PIB
(Produto Interno Bruto) entre 7% e 13% ao ano;
- Melhorais
significativas na infraestrutura do país;
- Aumento do nível de emprego proporcionado, principalmente,
pelos investimentos nos setores de infraestrutura e indústria.
- Significativo desenvolvimento industrial, alavancado pelos
investimentos nos setores de siderurgia, geração de eletricidade e indústria
petroquímica. O setor foi puxado, principalmente, pelo crescimento e fortalecimento
das empresas estatais.
Aspectos negativos:
- Inflação elevada. No
período, a inflação ficou entre 15% e 20% ao ano.
- Aumento da dívida
externa. O desenvolvimento econômico foi bancado, principalmente, com
empréstimos no exterior. Esta dívida prejudicou o desenvolvimento do Brasil nos
anos futuros, pois criou uma dependência com relação aos credores e ao FMI
(Fundo Monetário Internacional), além de comprometer uma significativa fatia do
orçamento para pagamento de juros da dívida.
- Embora a economia tenha
crescido consideravelmente, não houve distribuição de renda e, portanto,
aumentou ainda mais as desigualdades sociais no país com o aumento da
concentração de renda nas mãos dos mais ricos.
O fim do milagre
O crescimento econômico brasileiro começou a diminuir a partir
de 1974 com uma crise mundial provocada pelo “choque do petróleo”. O elevado
aumento do petróleo no mercado mundial afetou diretamente a economia
brasileira. Os combustíveis derivados do petróleo aumentaram muito, elevando
ainda mais a inflação.
A balança comercial brasileira ficou com déficit elevado em
função da importação de petróleo a preços exorbitantes.
Os investimentos externos e internos diminuíram
significativamente, prejudicando o avanço da economia nos níveis anteriores. Entre
os anos de 1974 e 1979, o PIB brasileiro passou a crescer na média de 6,5%,
diminuindo a geração de empregos e a massa salarial. Este fato fez com que
houvesse uma significativa diminuição do consumo interno, prejudicando as
empresas nacionais voltadas para o mercado nacional.
Você sabia?
- O governo usou a euforia popular provocada pelo "milagre
econômico" para lançar slogans do tipo "Ninguém mais segura este
país".
O que surgiu com a crise do Petróleo?
O uso da cana de açúcar para fabricar o álcool.
CRISE
EM 1982:
Desindustrialização e juros altos tornaram país
vulnerável. Para evitar desastre, será preciso mudar política econômica, no
sentido oposto ao desejado pelos conservadores
Ponto de Vista do Retrato do Brasil, parceiro editorial
de Outras Palavras
Muita gente considera um problema ter qualquer tipo de
dívida. Mas não é difícil entender por que é razoável uma empresa obter um
empréstimo para investir em máquinas, equipamentos e instalações com o objetivo
de produzir mais e de forma mais rentável. A empresa coloca o pagamento
parcelado do empréstimo em seu orçamento e passa a pagá-lo anual ou mensalmente,
como faz com a folha de salários, o pagamento de fornecedores e o consumo de
eletricidade, por exemplo.
Se o investimento resulta em crescimento de receitas
suficiente para pagar o aumento das despesas gerado pela dívida, tanto do
principal tomado de empréstimo como dos juros cobrados pelo emprestador, e
ainda gera para a empresa mais lucros do que os obtidos antes, o negócio foi
bom, é claro. O problema é quando esse esquema não funciona, ou porque a dívida
foi contraída a juros muito altos ou porque o plano de investimentos foi ruim e
a empresa passa a necessitar sistematicamente de mais empréstimos de terceiros para
pagar as contas correntes.
Com as contas externas dos países acontece algo
parecido: é razoável usar a poupança externa, seja de empresas estrangeiras,
seja de organismos internacionais, desde que a juros razoáveis e para bons
projetos de investimento. O grande problema sempre é os empréstimos passarem a
ser um mecanismo de jogar para a frente dívidas velhas de projetos malsucedidos,
que, afinal, levam a empresa à falência.
Os países também podem quebrar. As relações
econômico-financeiras entre nações são registradas no “balanço de pagamentos”,
uma forma de contabilização instituída pelo Fundo Monetário Internacional
(FMI), organização criada no pós-Segunda Guerra Mundial. O balanço é formado
por duas contas básicas, ambas contabilizando entradas e saídas:
uma, de prazo mais longo, é a conta de capitais. Ela
registra empréstimos tomados de financiadores para investimento ou
investimentos feitos diretamente por empresas ou aplicadores;
a outra é a do dia a dia, a conta das transações
correntes, na qual são registradas as compras e vendas de mercadorias e
serviços, inclusive os chamados serviços do capital, em que se incluem os
compromissos decorrentes de empréstimos ou investimentos, como juros, lucros,
dividendos, royalties e aluguéis de equipamentos.
O resultado das transações correntes de países pouco
desenvolvidos, como o Brasil, é sistematicamente negativo na parte referente às
rendas do capital e de serviços e positivo em relação à compra e venda de
mercadorias. De um modo geral, países como o nosso são exportadores de bens
primários e têm um saldo na conta de compra e venda de mercadorias, que é usado
para cobrir o déficit na conta referente às rendas do capital. Se esse saldo
não cobre tal déficit – se há, portanto, déficit em transações correntes –,
então, como se diz, para “fechar o balanço de pagamentos”, é preciso que venham
de fora ou novos empréstimos ou investimentos. Nos últimos 67 anos foi isso o
que, de modo geral, aconteceu com o Brasil.
Historicamente, um déficit em transações correntes num
valor equivalente a 3% do PIB é sinal de descontrole na capacidade do país de
gerar riqueza para honrar compromissos com bancos, empresas e governos
estrangeiros. Em dois momentos, relativamente recentes, em 1982 e em 1998,
quando o déficit das transações correntes do Brasil passou muito dos 3%
aceitáveis, o País não conseguiu obter o capital externo necessário para cobrir
o prejuízo nem tinha poupança – na forma de reservas em divisas externas – para
pagar suas contas com o estrangeiro. Recorreu então ao FMI, que exerce o papel
de UTI dos países em dificuldades, os quais, em troca dessa assistência, são
obrigados a engolir amargos programas de ajuste de suas economias.
O gráfico abaixo expressa, ano a ano, no período de 1947
a 2014, o saldo brasileiro
em transações correntes como percentagem do PIB. Mostra
que, embora as transações correntes brasileiras sejam basicamente negativas ao
longo de todo o período, as duas crises citadas são visivelmente destacadas. E
revela ainda mais: que o déficit em transações correntes vem crescendo ano a
ano e parece apontar para uma nova crise. Em 2013, foi de 3,65% do PIB; em
abril deste ano, atingiu 4,7%.
Passamos pela crise da dívida externa (1982), por
exemplo, com a moratória
formal em 1987.
CRISE
EM 1997:
Situação
geral
O processo de transição para uma economia de mercado
livre começou a seguir à queda do regime comunista, em 1989. Esse processo
começou na Bulgária em condições particularmente desfavoráveis, devido ao
planeamento económico extremamente deficiente das décadas anteriores e ao
legado de um sector industrial vasto e ineficaz, assim como a uma negligência
sistemática do sector agrícola. Ao mesmo tempo, o processo de reformas
económicas nos outros PECO teve também efeitos negativos para a economia
búlgara, devido à estreita integração que possuía no âmbito do COMECON. No fim
de 1997 a descida cumulativa do PIB atingiu os 30%, relativamente a 1990. A
incapacidade de harmonizar as reformas e planos de estabilização económica com
o progresso adequado das reformas estruturais estão na origem dessa crise longa
e persistente. A situação agravou-se em finais de 1996 e no começo de 1997 com
o colapso de Todo a sistema bancário, a desvalorização gigantesca da moeda, a
inflação galopante e com os protestos públicos maciços contra o agravamento da
evolução económica. O PIB diminuiu 11% em 1996 e 6,9% em 1997. As repercussões
políticas da crise provocou a queda do governo do Partido Socialista Búlgaro,
dois anos apenas depois de ter entrado em funções. Como resultado das eleições
parlamentares adiantadas, formou-se um novo governo de centro-direita, mediante
uma coligação de partidos sob a liderança do UDF, que entrou em funções em Maio
de 1997.
Desta forma a gravidade da crise acentuou a urgência de
reformas profundas, o novo governo adoptou um programa económico radical,
assistido pelo FMI e pelo BM. O programa funcionou em torno do estabelecimento
de um acordo monetário, do reforço da disciplina financeira orçamental e de uma
série de compromissos sobre a liberalização e a privatização económica das
empresas de propriedade estatal. O programa teve início em Julho de 1997.
Após um ano de funcionamento do acordo monetário e da
aplicação do novo programa económico a economia búlgara parecia estável. O BGL
estabilizou-se e as reservas de divisas estrangeiras aumentaram. Os cálculos da
inflação para 1998 são de 11%, as taxa de juro permaneceram estáveis, entre 5,3
e 5,5% durante o primeiro semestre de 1998 e o saldo orçamental tornou-se
positivo a partir de Fevereiro de 1998.
No entanto, apesar dos resultados positivos de diversos
indicadores económicos, a recuperação conjuntural foi fraca e a confiança não
se restabeleceu inteiramente. Persistem as apreensões relativamente ao setor
industrial, que estava ainda em depressão no primeiro semestre de 1998. O nível
de privatização (27% dos ativos do Estado, no fim de 1997) é considerado baixo
e há sérias dúvidas de que o objetivo de privatizar 50% dos ativos totais do
Estado seja atingido em 1998.
Resultado positivo: Fortalecimento da agropecuária.
CRISE
EM 2008:
O último trimestre de 2008
marcou o agravamento da crise financeira originada no mercado de hipotecas de
alto risco (subprime) dos EUA. Seu caráter passou a ser global, afetando
virtualmente todas as classes de ativos financeiros e comprometendo
sensivelmente o desempenho do comércio internacional e das economias avançadas
e emergentes. Embora o ano de 2009 tenha sido marcado pela pior contração da
economia mundial do pós-guerra, parece haver uma ampla convergência de
percepções de que os megapacotes de socorro financeiros e as medidas fiscais contra
cíclicas evitaram a reprodução de uma quadro depressivo à la 1929 (EICHENGREEN, 2009). Aos poucos
uma parcela importante da economia mundial, especialmente entre os países
emergentes, vai retomando os níveis de atividade pré-crise. Todavia, passados
dois anos daquele momento de maior gravidade, os analistas se dividem entre os
sugerem que o pior já passou e os que vislumbram um cenário de maior
instabilidade nos mercados financeiros e de recuperação mais lenta no tecido
produtivo dos países mais gravemente atingidos pela crise. O agravamento da
situação fiscal na Europa parece reforçar a percepção da importância de se ter
cautela diante de diagnósticos mais otimistas quanto aos desdobramentos da
conjuntura recente (IMF, 2010; IIF, 2010).
O Brasil, devido ao sistema financeiro estabilizado, não
foi muito afetado com a crise de 2008, conseguimos sair deste período sem
maiores danos.
Em resumo, sempre houve crises em várias épocas de nossa
história, porém, sempre encontramos meios de driblar a crise e sair vitoriosos.
Portanto vamos aproveitar este momento de crise para fazer o investimento mais
seguro e lucrativo: Imóveis. Em nosso site você encontrará inúmeras
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